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02 ago Incamp recebe IPT para apresentação de iniciativas de apoio tecnológico a micro e pequenas empresas

Texto e fotos: Marina Nania

Em busca de melhorias para suas empresas, os empresários do setor industrial podem contar com o auxílio do Núcleo de Atendimento Tecnológico à Micro e Pequena Empresa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Com o objetivo de contribuir para o aumento da competitividade das MPMEs (micro, pequenas e médias empresas) paulistas, o NT-MPE promove ações de extensão e desenvolvimento tecnológico que contam com recursos financeiros não reembolsáveis financiados pelo Sibratec – Sistema Brasileiro de Tecnologia, do governo federal, e do Programa de Apoio Tecnológico às MPMEs, do governo estadual, possibilitando que a contrapartida a ser paga pela empresa beneficiada seja mais acessível. A diretora do NT-MPE, Mari Tomita, esteve no auditório da Incamp na última terça-feira (1 de agosto) para apresentar as categorias do programa, de longa data, aos empreendedores da região.

A partir de sua cartela de programas, que inclui iniciativas de adequação de qualidade, otimização de processos e unidades de atendimento móveis, o NT-MPE se propõe a preparar as micro e pequenas empresas a serem competitivas no mercado globalizado. Sua atuação tem foco na produtividade, no cumprimento de prazos e na adequação às regras do comércio nacional e internacional, levando em conta requisitos técnicos e de desempenho, e impacto no meio ambiente. “Um diferencial importante do programa é que a relação entre a equipe do IPT e o empresário é simples, ágil e desburocratizada. Assim que a empresa aprova nossa proposta, já podemos começar o trabalho”, explica Tomita.

Projetos de Extensão e Desenvolvimento Tecnológico

As linhas de apoio à adequação de produtos ao mercado se dividem em duas frentes. O PROGEX (Programa de Apoio Tecnológico à Exportação) tem como foco a inserção e ampliação da empresa no mercado internacional, atuando no atendimento às normas técnicas e qualificação técnica para certificações internacionais, além da melhoria da qualidade e redução de custos. Para participar do PROGEX, Tomita ressalta que o empresário precisa ter seu produto e o mercado em que pretende se inserir muito bem definidos. Já no nível nacional, o QUALIMINT (Qualificação para o Mercado Interno) oferece apoio na qualificação técnica para certificações nacionais, atendimento às normas técnicas, e aos regulamentos dos órgãos governamentais. Ambos programas têm duração de cerca de seis meses, sendo que o tempo de trabalho e a contrapartida a ser paga pela empresa varia de acordo com o tamanho e a complexidade do projeto.

Com foco na área de gestão, o NT-MPE oferece o programa GESPRO (Gestão da Produção), que consiste no atendimento tecnológico voltado à identificação e solução de gargalos na produção, envolvendo aspectos como prazo de entrega, balanceamento da produção e fluxograma industrial. Já o PROLIMP (Produção mais Limpa) oferece suporte na implementação de tecnologias mais limpas ou melhoria de processos visando à redução de emissões e rejeitos de produção, ao consumo racional de matérias-primas, água e energia, à destinação correta e reciclagem de resíduos, e ao atendimento às normas e regulamentos ambientais. Tomita explica que, no caso de programas de gestão, define-se uma ou duas áreas de atuação para que se tenha foco durante os projetos, e que o trabalho tenha duração média de quatro meses.

O carro-chefe do NT-MPE, compartilha Tomita, é o programa PRUMO (Projeto Unidades Móveis). A iniciativa consiste em laboratórios móveis que ofereçam atendimento voltado para o fortalecimento tecnológico das empresas proporcionando melhorias na qualidade dos produtos e a obtenção de inovações incrementais para as empresas. As unidades são operadas por um engenheiro e um técnico, e contam com equipamentos para realização de ensaios e experimentos em relação a matérias-primas, processos e produtos nas áreas de plásticos e borracha. “Os atendimentos do PRUMO costumam durar apenas dois dias, mas apresentam melhorias significativas para as pequenas empresas por um baixo custo, tornando esse o serviço mais procurado em nossa unidade”, explica.

Tomita conta, ainda, que o IPT é uma unidade Embrapii, que tem como foco o desenvolvimento de projetos de PD&I para microempreendedores individuais (MEI) e micro e pequenas empresas (MPE), contando com o aporte de recursos financeiros não reembolsáveis da Embrapii e do SEBRAE. A unidade atua nas áreas de Desenvolvimento de Tecnologias de Materiais e Escalonamento de Processos Biotecnológicos.

Empresas interessadas na iniciativa podem entrar em contato através do e-mail ntmpe@ipt.br.

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