Conselho Superior do Parque Científico da Unicamp realiza a primeira reunião

Edição das imagens: Everaldo Silva

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[6/7/2011] A primeira reunião do Conselho Superior do Parque Científico da Unicamp foi realizada na segunda-feira (5), na sala de reuniões da Reitoria da universidade. A forma de seleção das empresas que queiram se instalar no parque, a importância do empreendimento para o desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas (RMC) e a estrutura do Parque foram temas discutidos. Representantes da administração universitária, dos estudantes, dos funcionários, membros do governo municipal e de entidades industriais participaram da reunião.

O coordenador-geral da Universidade Edgar Salvadori De Decca, presidente do Conselho Superior, destacou que o Parque Científico será uma nova referência na atuação da Universidade frente à Inovação e a Transferência de Tecnologia. “O Parque Científico está em discussão há algum tempo dentro da Unicamp e, hoje, com a abertura da primeira reunião do Conselho Superior, nós temos as condições de implementá-lo naquilo que ele tem de mais importante, sua vocação”, afirmou.

parquecient_lotufo_290x240.jpgO diretor executivo da Agência de Inovação Inova Unicamp, Roberto de Alencar Lotufo, secretário executivo do Conselho Superior enfatizou que Parque irá ampliar as iniciativas de inovação da Unicamp. “Ser integrante do Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec) é mais uma forma da Universidade colaborar com o desenvolvimento sustentável em benefício da sociedade”. O professor também frisou que novas empresas poderão ser atraídas para a região. Opinião semelhante foi partilhada pelo Secretário de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo de Campinas, Rui Rabelo, que destacou o papel dos polos tecnológicos da cidade. “Este processo traz benefícios para todos e vai resultar na geração de renda, riqueza e competitividade para um país que está crescendo”.

Já o coordenador de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aurílio Sérgio Costa Caiado, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, destacou a originalidade da experiência de criar parques tecnológicos dentro de universidades públicas. “Essa experiência é inédita e irá trazer possibilidades de testar modelos para que possamos replicar esta experiência dentro das universidades.” Caiado citou como exemplo de iniciativa semelhante o Parque Tecnológico de São Paulo – Jaguaré, que está sendo criado com a participação da Universidade de São Paulo (USP), do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e do Instituto Butantan.

As obras para a construção do Parque já foram iniciadas e a previsão é que a primeira fase do projeto seja concluída em até 360 dias. O financiamento do Governo do Estado de São Paulo é de R$ 5.505.439,44. A estrutura irá abrigar o centro administrativo e a nova estrutura da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp (Incamp). A finalidade principal da criação do Parque é ampliar a interação da Universidade com os Sistemas Nacional e Regional de Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio da realização de pesquisa colaborativa e multidisciplinar com organizações públicas e privadas, voltadas ao desenvolvimento científico e tecnológico e na promoção da inovação, tendo como objetivo contribuir com o desenvolvimento sustentável do país. A área total do empreendimento será de 100.000 metros quadrados. Neste espaço, 120 mil metros quadrados representam o potencial construtivo do empreendimento, que poderá abrigar prédios de até três andares.

Durante a reunião o diretor executivo da Inova informou que o Parque Científico será autossustentável e terá um modelo condominial, em que despesas de manutenção e segurança serão rateadas entre os ocupantes. Os prédios serão modulares e de uso flexível. De acordo com Lotufo, uma das próximas ações será encontrar formas de alocar empresas oriundas das incubadoras da Unicamp, Softex e Ciatec no Parque Científico. “Ainda não temos onde agrupá-las e iremos discutir como dar condições de espaço para estas empresas na próxima reunião do Conselho. Esses empreendedores estão em um processo de crescimento e aprendizado e são uma fonte de inspiração para nossos alunos”.

O pró-reitor de Pesquisa da Unicamp, Ronaldo Aloise Pilli, também apresentou aos membros um parecer sobre a instalação da primeira empresa interessada em criar um laboratório no Parque Científico. “É uma empresa de óleo e gás e a previsão de construção é de dois anos.” A companhia, que tem um projeto de pesquisa com a Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM), irá ocupar um espaço de 1.000 metros quadrados em um prédio de dois andares. Participam ainda do Conselho Superior do Parque Científico o pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da Unicamp, Mohamed Habib; representantes de unidades das áreas de Ciências Exatas, Humanas, Sociais e Artes e Ciências da Engenharia. Um aluno representante do Núcleo de Empresas Juniores e um funcionário do quadro técnico e administrativo da Unicamp também participam do Conselho, que conta ainda com Domenico Feliciello, vice-presidente da Fundação Fórum Campinas e Alexandre Serpa, diretor-titular do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp. Iara da Silva Ferreira, gerente do Inovasoft e secretária executiva do Parque Científico, também participou da reunião.

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