Unicamp reconhece 137 inventores por suas atividades de pesquisa e inovação

Por Juliana Ewers

Em cerimônia realizada ontem no auditório da FCM (Faculdade de Ciências Médicas), a Agência de Inovação Inova Unicamp premiou 137 pesquisadores da universidade pelas iniciativas de proteção e transferência de tecnologia.

O Prêmio Inventores é dividido em quatro categorias: Unidade de destaque na Proteção à Propriedade Intelectual, Tecnologia Absorvida pelo Mercado, Patentes Concedidas e Tecnologias Licenciadas.

A Faculdade de Ciências Farmacêuticas foi a unidade que mais depositou patentes per capita ao longo de 2016. Foram sete patentes registradas para um grupo de 16 docentes e pesquisadores vinculados à unidade.

O vencedor da categoria Tecnologia Absorvida pelo Mercado foi o professor Ricardo Dahab, do Instituto de Computação, com a patente “Métodos seguros de identificação de dispositivos baseados no problema do escoamento de dados”.

Na categoria Patentes Concedidas, 87 inventores foram agraciados com o prêmio, pelo desenvolvimento de 30 novas tecnologias. E em relação às Tecnologias Licenciadas, foram 53 premiados por transferência de propriedade intelectual.

“A Unicamp é referência no país por suas atividades de inovação. É uma satisfação muito grande poder reconhecer e valorizar isso. Essa é uma atividade de suma importância que devemos continuar fazendo, fazendo bem e focando no impacto disso para a região, o Estado de São Paulo e também o Brasil”, afirmou o reitor da Universidade Estadual de Campinas, professor Marcelo Knobel.

Para o professor Milton Mori, diretor-executivo da Inova Unicamp, o Prêmio Inventores é uma ação de relevância para a promoção das atividades de inovação da universidade. “Ao falarmos de transferência de tecnologia, estamos a tratar de inovação e também de empreendedorismo. Isso demonstra que as atividades da universidade vão muito além de ensino, pesquisa e extensão. É a universidade atuando de forma a gerar riquezas e renda, além de melhorar a qualidade de vida das pessoas”, analisa Mori.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Social e Turismo de Campinas, André Von Zuben, representando o prefeito da cidade, Jonas Donizette, participou do evento e elogiou o papel relevante que a universidade, através de sua agência de inovação, tem desempenhado no ecossistema de inovação e empreendedorismo, como um verdadeiro agente aglutinador e propulsor de iniciativas bem-sucedidas. “Esse é o significado de agregar valor à sociedade. E, nesse sentido, a Unicamp é um exemplo para o nosso país”.

Entre os premiados, o professor José Wilson Magalhães Bassani, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação, se destacou pelo reconhecimento triplo. Ele foi premiado na categoria Patente Concedida, com a tecnologia “Detector Analógico de Borda de Imagem em Vídeo”. E, por duas vezes, na categoria Tecnologia Licenciada, com a transferência das seguintes tecnologias: “Gets” e “Conector Uretral”.

Na visão do professor Bassani, a existência de linhas de pesquisa sólidas na universidade é a chave para a inovação. “É um trabalho contínuo. As equipes de pesquisa dentro da universidade precisam se manter ativas, alinhadas ao mercado e muito atentas às oportunidades que encontram. Assim, surgem pesquisas consistentes, capazes de se transformarem em produtos e impactar o mercado”, avalia.

Também estiveram presentes no evento representantes de importantes parceiros da Inova Unicamp na promoção da inovação. São eles: Mauro Catharino Vieira da Luz, coordenador de Difusão Regional e Relações Institucionais do INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial); Patrícia Tedeschi, gerente de Área Científica e Pesquisa para Inovação da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo); e Rafael Leite Pinto Andrade, chefe do Serviço de Suporte à Propriedade Intelectual do CNPq

O representante do INPI, Mauro Catharino Vieira da Luz, destacou que estar presente em um evento como o Prêmio Inventores é poder constatar que além da produção de ciência e tecnologia, as patentes estão promovendo o desenvolvimento ao chegarem efetivamente ao mercado. “O INPI é absolutamente favorável a esse tipo de iniciativa. É a base científica se transformando em produtos, processos e serviços. E a patente é o que assegura o direito a esse pesquisador sobre sua tecnologia”, diz.

Fapesp destaca ações para promoção da inovação em conjunto

Sempre alinhada e próxima às atividades da Universidade Estadual de Campinas no que tange pesquisa, desenvolvimento e inovação, a Fapesp colabora com financiamento à proteção da propriedade intelectual, a capacitação de equipe e a divulgação das patentes resultantes de pesquisas apoiadas pela fundação. Segundo Patrícia Tedeschi, gerente de Área Científica e Pesquisa para Inovação da Fapesp, o trabalho da Agência de Inovação Inova Unicamp deve ser ressaltado pelo nível de excelência e por ser uma referência nacional. “É importante que os pesquisadores que contaram com o apoio da Fapesp em suas pesquisas informem a agência de inovação, pois a partir desse conhecimento é possível ter acesso a outras linhas de financiamento disponíveis”, afirma.

Outro ponto de atenção ressaltado pela representante da Fapesp como importante para os pesquisadores é o banco de patentes disponível na Biblioteca Virtual da Fapesp. “Os pesquisadores que tem patente resultante de pesquisa Fapesp devem acessar o banco e verificar se sua tecnologia está lá. Assim, garantimos uma maior exposição dessa tecnologia e ampliamos a chance de licenciamento”, sugere Patrícia.

CNPq lançará Comitê de Relacionamento Institucional este mês

Durante o Prêmio Inventores, Rafael Leite Pinto Andrade, chefe do Serviço de Suporte à Propriedade Intelectual do CNPq, revelou à reportagem que deve ser lançado em meados desse mês um chamamento às empresas que desejam estabelecer projetos com o CNPq. “Seremos como um intermediador entre as empresas que precisam investir em P&D e os projetos que são submetidos a nós”, explicou.

Segundo Andrade, o CNPq irá oferecer o portfólio de projetos do órgão para que as empresas possam identificar oportunidades. “Essa é uma necessidade real. Temos casos em que o CNPq recebe 1.000 submissões de projeto. A partir da análise, verificamos que 800 tem mérito, porém só temos verba para destinar a 200 deles”, revelou. A ideia é encontrar empresas que queiram fazer aportes nesses projetos que teriam aprovação do órgão.

O lançamento do programa se dará no contexto do MEI (Movimento Empresarial para a Inovação).

O Prêmio Inventores

O Prêmio Inventores é realizado pela universidade desde 2004. Nesses 13 anos, foram 506 prêmios distribuídos a pesquisadores ligados à Unicamp. A edição de 2017 foi patrocinada pela Clarke Modet&Co, CCLPI Propriedade Intelectual, e Marinello Advogados.

Secretaria de Comunicação da Unicamp divulga reportagem sobre Prêmio Inventores

A Secretaria de Comunicação, por meio da RTV Unicamp, divulgou reportagem sobre o Prêmio Inventores 2017. A iniciativa, nesta última edição, premiou 137 pessoas – entre professores, pesquisadores, alunos e ex-alunos da Unicamp e pesquisadores de outras instituições – por seus esforços em atividades que envolvem propriedade intelectual e transferência de tecnologia. O prêmio de Unidade de destaque na Proteção à Propriedade Intelectual foi para a Faculdade de Ciências Farmacêuticas que teve melhor performance, com 16 pesquisadores/professores e 7 patentes depositadas em 2016.

A última edição do Prêmio Inventores teve o patrocínio da Clarke, Modet&Co, da CCLPI e Marinello Advogados.

Confira a reportagem!

Universidade de Extremadura reconhece importância do Prêmio Inventores

Texto: Carolina Octaviano

A Universidade de Extremadura, localizada na Espanha, divulgou reportagem reconhecendo o papel do Prêmio Inventores, iniciativa da Agência de Inovação Inova para homenagear pesquisadores, professores e ex-alunos da Unicamp em atividades que envolvem inovação tecnológica. A notícia destaca a premiação concedida aos professores Marco Antonio Coelho Bortoleto, da Faculdade de Educação Física da Unicamp, e Kiko León Guzmán, da Universidade de Extremadura. Os docentes são vencedores na categoria Patentes Concedidas, pela tecnologia “Simulador mecânico para apanhador de treinamento baseado em acrobacias coletivas”.

Leia a notícia completa aqui.

Inova Unicamp premia 146 pesquisadores em cerimônia realizada na FCM

Texto: Juliana Ewers

Fotografia: Pedro Amatuzzi

Em reconhecimento aos anos de pesquisa e à colaboração ao ecossistema inovador da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), a Agência de Inovação Inova concedeu ontem prêmio a 146 inventores ligados à universidade que foram destaque em 2015, no que tange proteção e transferência de tecnologia.

Os prêmios foram divididos em quatro categorias: Destaque na Proteção à Propriedade Intelectual, que indicou a unidade da Unicamp com maior número de patentes depositadas; Tecnologia Absorvida pelo Mercado, que reconheceu o licenciamento que concluiu o ciclo da inovação; Patentes Concedidas e Tecnologias Licenciadas.

Na abertura do evento, o professor Milton Mori, diretor-executivo da Inova Unicamp, ressaltou a importância de reconhecer as boas experiências da universidade para fomentar ainda mais a cultura de inovação e avançar na promoção do desenvolvimento científico e tecnológico. “Outro ponto muito importante é chegar à ponta da cadeia. Ao fazer essas tecnologias virarem negócio estaremos também gerando empregos, riquezas e qualidade de vida. Isso também é parte do nosso trabalho”, afirmou.

O primeiro prêmio da cerimônia foi dado à “Unidade de Destaque na Proteção à Propriedade Intelectual”. Pelo segundo ano consecutivo, o IQ (Instituto de Química) foi agraciado com o troféu, recebido pelo professor Lauro Tatsuo Kubota, diretor do instituto. “Para nós, é uma honra muito grande receber mais uma vez esse prêmio como unidade de destaque. Ainda mais pelo fato de sabermos que, ano a ano, as unidades têm apresentado desempenhos melhores na proteção de tecnologias e, mesmo assim, continuamos nessa posição de destaque”, salientou.

O IQ foi o vencedor nessa categoria pois teve 12 patentes depositadas em 2015, além de 77 premiados, entre pesquisadores e professores.

Na categoria “Tecnologia Absorvida pelo Mercado”, os vencedores foram a professora Lireny Gonçalves e o pesquisador Renato Grimaldi, da FEA (Faculdade de Engenharia de Alimentos) com a tecnologia “Uso de emulsificantes como agentes estruturantes de óleos vegetais – LOW SAT”, licenciada pela Cargill e que pode ser aplicada a recheio de biscoitos, massas, sorvetes, entre outros.

“É muito gratificante receber esse reconhecimento, porque são anos de dedicação e muita pesquisa para se chegar a esse resultado”, afirmou a professora ao ressaltar os dez anos de trabalho focados na área de óleo e gorduras.

“Saímos de uma escala super pequena, laboratorial mesmo. Ver o impacto dessa pesquisa, ao vê-la na indústria, é motivo de grande orgulho para nós”, completou Grimaldi.

Reconhecimento e desafios

Na opinião da diretora de Propriedade Intelectual da Inova Unicamp, Patrícia Leal Gestic, o prêmio representa um duplo reconhecimento. O primeiro deles diz respeito ao trabalho que docentes e pesquisadores vêm desenvolvendo ao longo dos anos e que coloca a Unicamp na posição em que está hoje no que se refere à proteção de suas tecnologias. A universidade é a terceira maior patenteadora do Brasil. Outro é colher os frutos da boa relação que a Agência tem com a comunidade da Unicamp e perceber o quanto ela tem sido exitosa. “Esse é um trabalho constante, do dia a dia, de acompanhar e mapear projetos de pesquisa e identificar tecnologias passíveis de serem patenteadas. É motivo de grande orgulho para nós”, afirma.

No ano passado, foram concedidas 35 patentes da Unicamp pelo INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). Atualmente, a universidade conta com 984 patentes ativas em seu portfólio.

Mais desafios pela frente

Com tantas novas tecnologias sendo incorporadas à Vitrine Tecnológica da universidade ano após ano, o desafio agora é licencia-las ao mercado. Segundo a diretora de Parcerias da Inova Unicamp, Iara Ferreira, o licenciamento da tecnologia da professora Lireny Gonçalves e do pesquisador Renato Grimaldi, que foi premiado durante o evento, é um grande exemplo de interação entre o setor empresarial e a universidade. “Nosso objetivo é conseguir mais casos como esse. Por isso, trabalhamos ativamente na prospecção de empresas parceiras”, reforça.

Em 2015, a Agência de Inovação Inova Unicamp bateu recorde de licenciamentos. Foram 15 contratos assinados, totalizando 71 vigentes. Ao todo, eles dizem respeito a 125 tecnologias. Ainda no ano passado, 71% das ofertas tecnológicas foram feitas para empresas no Brasil e os outros 29% para empresas do exterior.

O prêmio

O Prêmio Inventores Unicamp surgiu no ano de 2004 e é uma cerimônia realizada pela Reitoria da Unicamp e pela Agência de Inovação Inova Unicamp com o intuito de homenagear os pesquisadores da Unicamp (professores e funcionários) envolvidos em atividades de proteção e transferência de tecnologia e, com isso, promover o estímulo à inovação junto à comunidade acadêmica.

Prêmio Inventores 2015 presta homenagem a 77 profissionais

Texto: Carolina Octaviano

Fotos: Antonio Scarpinetti e João Marques

Nesta última sexta-feira, dia 15 de maio, foi realizada a oitava edição do Prêmio Inventores, iniciativa criada pela Agência de Inovação Inova Unicamp como forma de homenagear professores, pesquisadores e ex-alunos por seu empenho em atividades de proteção à propriedade intelectual e transferência de tecnologias e que ocorre anualmente. Esta edição do prêmio, que também considerou professores e profissionais de outras instituições de pesquisa, homenageou um total de 77 profissionais, sendo 32 professores, 13 pesquisadores, 25 ex-alunos  e 2 alunos da Unicamp e 5 membros de outras instituições – estes dois últimos receberam menção honrosa -, nas categorias: patentes concedidas, tecnologias licenciadas, tecnologia absorvida pelo mercado e unidade de destaque na proteção à Propriedade Intelectual.

Categorias premiadas

O Instituto de Química (IQ) recebeu o prêmio na categoria “Unidade de destaque na proteção à Propriedade Intelectual”, uma vez que a unidade teve 15 pedidos de patentes no ano passado e o cálculo leva em consideração o número de pedidos de patentes depositados divididos pelo número de professores e pesquisadores do instituto. O responsável por receber a homenagem foi o Professor Lauro Tatsuo Kubota, diretor do IQ.

Na categoria “Tecnologia absorvida pelo mercado” foram premiados os Professores Célio Pasquini, Jarbas José Rodrigues Rohwedder e Ivo Milton Raimundo Júnior, além do ex-aluno Doutor Ismael Pereira Chagas, que recebeu menção honrosa. O grupo foi agraciado pela Tecnologia “Dispositivo espectrofotométrico, seu sistema de celas e método para monitorar a qualidade de combustíveis automotivos”, que – a partir do licenciamento para a empresa TechChrom – já está disponível no mercado.

Já nas categorias “Patentes Concedidas” e “Tecnologias Licenciadas”, foram premiados, respectivamente, 12 e 8 grupos de pesquisa da universidade. O Professor Marcos Nogueira Eberlin, do Instituto de Química, premiado na categoria Patentes Concedidas, diz que é um privilégio poder estar entre os premiados. “Esta é a segunda vez que recebo o prêmio. O Prêmio Inventores é um prêmio que faz com que a gente queira fazer sempre o melhor para a universidade, para o país e para a população que paga nossos salários”, afirma.

Presença de autoridades 

A mesa de autoridades da cerimônia foi composta pelo Professor José Tadeu Jorge, reitor da Unicamp, o Professor Milton Mori, diretor-executivo da Inova, o Professor Álvaro Crosta, coordenador geral da Unicamp, a Professora Maria Teresa Dib Zambon Atvars, pró-reitora de desenvolvimento universitário da Unicamp. O diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e reitor da Unicamp na gestão 2002-2005, o Professor Carlos Henrique Britto Cruz, e a pró-reitora de pesquisa da Unicamp, Professora Gláucia Maria Pastores, além comporem a mesa de autoridades, também foram agraciados com o prêmio na Categoria “Patentes Concedidas”.

“A produção científica da Unicamp ressarce os recursos que são investidos na universidade. O Prêmio Inventores mostra isso, a partir da geração de tecnologias que beneficiam a população e a sociedade”, aponta Jorge. Ele ressalta ainda que, em 2016, a Unicamp deverá alcançar números ainda mais expressivos com relação ao número de patentes em vigência. “Atualmente, temos 935 patentes vigentes e 60 patentes licenciadas em vigência. No próximo ano, justamente quando a Unicamp completa 50 anos, devemos chegar ao número de mil patentes vigentes e esse número não é banal”, defende.

O Professor Carlos Henrique Brito Cruz, diz que é uma grande honra receber o Prêmio Inventores: “é uma grande satisfação estar aqui. Agradeço ao prêmio, como professor. Como diretor da Fapesp, parabenizo a Unicamp por organizar este prêmio, onde há o reconhecimento explícito por nossas atuações”, afirma o diretor da Fapesp.

Para a Professora Gláucia Maria Pastore, é necessário ressaltar a atuação da equipe da Agência de Inovação Inova Unicamp. Ela comenta que o Prêmio Inventores é uma iniciativa que mostra a importância das pesquisas realizadas nos laboratórios da Unicamp. “É emocionante porque temos parte da consagração das tecnologias desenvolvidas na Unicamp. Isso mostra a vitalidade das pesquisas desenvolvidas aqui. Destaco ainda a atuação de toda equipe da Inova, sempre muito atenciosos, solícitos e prontos a nos ajudar”, completa.

O diretor-executivo da Inova, além de parabenizar a todos os presentes pela premiação e contribuição para o desenvolvimento científico do país, abordou outras iniciativas das quais a Inova é responsável, tais como o Desafio Unicamp, a Software Experience, o Inova Jovem e o Prêmio Inova de Iniciação à Inovação, que merecem destaque por estimularem a inovação tecnológica e o empreendedorismo dentro da universidade. “Gostaria de parabenizar cada um de vocês. Agora, é importante lutarmos para licenciar estas patentes concedidas e as colocarmos no mercado”, complementa Mori. Confira a lista completa de premiados, no site do Prêmio Inventores.

Prêmio Inventores homenageia professores, pesquisadores e ex-alunos

Prêmio Inventores homenageia professores, pesquisadores e ex-alunos

Fonte: Inova Unicamp

Texto: Carolina Octaviano

Fotos: Antoninho Perri

Nesta segunda-feira (18) aconteceu a sétima edição do Prêmio Inventores, iniciativa criada pela Agência de Inovação Inova Unicamp como forma de homenagear professores e pesquisadores por seu empenho em atividades de proteção à propriedade intelectual e transferência de tecnologias. Na edição deste ano, o fato inédito foi a realização de uma menção honrosa aos ex-alunos que tiveram participação no desenvolvimento das tecnologias com patente concedida ou licenciada.

No total, 41 profissionais foram premiados na cerimônia, sendo: 24 docentes e pesquisadores e 17 alunos e ex-alunos em três categorias: Patente Concedida, Tecnologia Licenciada, e Tecnologia Absorvida pelo Mercado. A Faculdade de Engenharia Química (FEQ) também foi premiada como Unidade Destaque na Proteção à Propriedade Intelectual, por seu desempenho com 11 patentes depositadas em 2013. O cálculo leva em consideração o número de patentes requisitadas no ano, dividido pelo número de docentes e pesquisadores vinculados à unidade.

O Professor Milton Mori, diretor-executivo da Inova, lembra a importância da premiação dentro da comunidade acadêmica e de pesquisa. “O Prêmio Inventores tornou-se um evento tradicional da Unicamp. A palavra inovação para nós tem um significado que vai além do depósito da patente e do trabalho da Inova para licenciá-la. A inovação é atingida quando a patente se torna um negócio que gera riquezas e benefício social. Originalmente, eram premiados professores e pesquisadores. Agora, estamos premiando também os alunos, pela imensa importância que eles também têm no desenvolvimento das tecnologias”, aponta.

 

 

 

 

 

 

 

Além do diretor-executivo da Inova, a mesa de autoridades foi composta pelo Professor José Tadeu Jorge, reitor da Unicamp, e pela Professora Gláucia Maria Pastore, pró-reitora de pesquisa da Unicamp. O reitor da Unicamp falou sobre a importância da Universidade dentro do ecossistema de inovação e empreendedorismo regional e nacional. Ele salientou o papel que iniciativas como o Prêmio Inventores. “Esse prêmio mostra o esforço para levar à sociedade as tecnologias e retribuir os investimentos empregados numa universidade pública. A solenidade toca na raiz da existência de uma universidade pública, pois todo investimento volta para a sociedade de maneira bastante produtiva”, explica.

O professor José Wilson Magalhães Bassani, premiado nas categorias “Tecnologia absorvida pelo mercado” e “Tecnologia Licenciada”, também comentou a importância do trabalho em grupo, que faz parte do desenvolvimento de tecnologias. “Ter uma ideia não é privilégio de ninguém. Ela precisa ser colocada em prática rapidamente. Por isso, quero agradecer aos dois jovens que trabalharam comigo e me auxiliaram a colocar a ideia em prática. Aproveito também para agradecer à Inova por todo o auxílio prestado e a todos que nos ajudaram a levá-la ao mercado”, disse Bassani.

O grupo de Bassani desenvolveu a tecnologia intitulada GETS (Gerenciamento de Tecnologia para Saúde) licenciado para o Hospital Dr. Mario Gatti, em Campinas. Fazem parte da equipe a aluna de doutorado Ana Cristina Bottura Eboli e o analista de sistemas Eder Trevisoli da Silva, do Centro de Engenharia Biomédica (CEB) da Unicamp.

Confira a lista completa de premiados aqui.

Prêmio Inventores homenageia 30 docentes da Unicamp

Fonte: Inova Unicamp

Texto: Adriana Arruda
Fotos: Antoninho Perri – Ascom – Unicamp

 

Nesta segunda-feira (18), aconteceu a sexta edição do Prêmio Inventores Unicamp, uma realização da reitoria da Unicamp e da Agência de Inovação Inova Unicamp que tem por objetivo homenagear docentes e pesquisadores da Universidade envolvidos em atividades de proteção e transferência de tecnologias. A mesa de autoridades foi composta pelo reitor da Unicamp, professor doutor José Tadeu Jorge; pela pró-reitora de desenvolvimento universitário da Unicamp, professora doutora Teresa Dib Zambon Atvars; professor doutor Milton Mori, diretor executivo da Inova Unicamp; professor doutor Paulo Cesar Montagner, chefe de gabinete da reitoria; professor doutor João Romano, diretor de parcerias e projetos colaborativos da Inova Unicamp; e doutora Patrícia Leal Gestic, diretora de propriedade intelectual da Inova Unicamp.

“Homenageamos nesta edição 30 docentes da Unicamp provenientes de nove institutos. Uma unidade de destaque esse ano é o Instituto de Química, com 14 troféus – sete na categoria ‘tecnologia licenciada’ e sete em ‘patentes concedidas’”, destacou o professor Mori. O diretor executivo da Inova também falou sobre o início das estruturas de apoio à inovação na Unicamp. “Começamos as atividades de inovação na Universidade nos anos 90 com o professor Jorge Humberto Nicola, hoje homenageado e representado na cerimônia por sua esposa, professora Ester Nicola, e seu filho, Alessandro Nicola”, afirmou.

Em seguida, os premiados foram contemplados na cerimônia. A categoria “Destaque na Proteção à Propriedade Intelectual” reconheceu a unidade da Unicamp com melhor performance em 2012, ou seja, o equivalente ao número de patentes da universidade dividido pelo número de docentes da unidade. O Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas conquistou o prêmio, que foi recebido pelo diretor da unidade, o professor Ivo Milton Raimundo Junior. “Essa conquista é fruto do esforço de todos os pesquisadores do CPQBA, que estão bastante focados em ciência, tecnologia e inovação. A Inova é um parceiro importante e nos ajuda a mudar a mentalidade e proteger nossas pesquisas”, ressaltou.

 

Além disso, outros 18 professores – Celio Pasquini, Jarbas José Rodrigues Rohwedder, Susanne Rath, Yoshitaka Gushikem, Ivo Milton Raimundo Junior, Fernando Aparecido Sigoli e Italo Odone Mazali, do Instituto de Química (IQ); Fernando Antonio Campos Gomes, Dalton Soares Arantes, Evandro Conforti Yuzo Iano, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC); Marcos Nopper Alves e Ilio Montanari Junior, do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA); Eduardo Galembeck, do Instituto de Biologia (IB); Ricardo Dahab, do Instituto de Computação (IC); Daniel Barrera Arellano e Renato Grimaldi, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA); e Cristiano de Mello Gallep, da Faculdade de Tecnologia (FT) – foram homenageados na categoria intitulada “Tecnologia Licenciada”, referente ao licenciamento do resultado de suas pesquisas e esforços no ano de 2012.

Neste ano, o Prêmio também englobou a nova categoria “patentes concedidas” e premiou 12 docentes da Universidade: Carlos Kenichi SuzukiLuiz Otávio Saraiva FerreiraRodnei Bertazzoli Maria Clara Filippini Ierardi, da Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM); Mauro-Aurelio De Paoli, Isabel Cristina Sales Fontes Jardim, Carol Hollingworth CollinsKenneth Elmer CollinsFabio AugustoRegina Sparrapan eMarcos Nogueira Eberlin, do IQ; e Antonio Ludovico Beraldo, da Faculdade de Engenharia Agrícola (FEAGRI). Clique aqui e confira mais informações sobre as tecnologias premiadas.

Para o professor Eberlin, do IQ, o recebimento do prêmio é um reconhecimento importante. “Acredito que há um novo despertar da ciência brasileira. O brasileiro aprendeu a gostar de ciência e tecnologia, transformando pesquisas inovadoras em patentes e tecnologias. Precisamos fazer da Unicamp um exemplo nessa área. Com este evento e reconhecimento, temos ainda mais ânimo para submeter patentes na universidade”, opinou.

 

O Prêmio Inventores Unicamp também realizou uma homenagem ao professor Jorge Humberto Nicola, in memoriam, pelo pioneirismo na articulação de iniciativas voltadas à inovação na Unicamp. A professora Ester Nicola, esposa do professor, recebeu a emocionante homenagem.

O reitor José Tadeu Jorge encerrou a cerimônia e falou sobre a importância da inovação no âmbito acadêmico. “Fazemos aqui um agradecimento institucional a Ester pela obra que o professor Nicola legou à universidade. A Unicamp está acompanhando essa evolução com o intuito de fazer chegar benefícios à população brasileira”. O professor Tadeu ressaltou que a Inova é responsável por coordenar ações de registros, depósitos e licenciamento de patentes e conhecimentos que a universidade pode dispor à sociedade brasileira. “É preciso lembrar que o destaque da Unicamp no âmbito da inovação só é possível devido ao empenho de docentes e pesquisadores, hoje justamente homenageados no Prêmio Inventores”, concluiu.

Com o propósito de criar um registro online dessa iniciativa feita pela Universidade e preservar a memória do Prêmio Inventores Unicamp e de seus homenageados, a Inova Unicamp criou o site do Prêmio, que pode ser acessado em www.inova.unicamp.br/premioinventores.

Prêmio Inventores homenageia 10 institutos

Fonte: Portal da Unicamp

Professor José Augusto Mannis, do IA, recebe dois prêmios na cerimônia

Nesta terça-feira (30), aconteceu a quinta edição do Prêmio Inventores Unicamp, uma realização da reitoria da Unicamp e da Agência de Inovação Inova Unicamp, que tem por objetivo homenagear docentes e pesquisadores da Unicamp com tecnologias transferidas para a sociedade por meio de licenciamentos para empresas e outras instituições. Ao todo, 13 professores provenientes de 10 institutos da Universidade foram agraciados na cerimônia. A mesa de autoridades foi composta pelo reitor da Unicamp, professor Fernando Costa; professor José Irineu Gorla, representando o professor João Frederico da Costa Azevedo Meyer, pró-reitor de extensão de assuntos comunitários; professor Roberto Lotufo, diretor executivo da Inova Unicamp; e Patricia Magalhães de Toledo, diretora de propriedade intelectual e transferência de tecnologia da Inova Unicamp.

Ao longo da cerimônia, Patricia falou sobre a importância do prêmio no âmbito da inovação. “O objetivo é conceder reconhecimento para as unidades que se destacaram na transferência de tecnologias no ano de 2011, de modo a estimulá-las a permanecerem engajadas e comprometidas com a proteção dos resultados da pesquisas e levá-las à sociedade realizando uma parceria com as empresas”, afirma. Em seu discurso, Patricia destacou alguns dados históricos do Prêmio Inventores. “A partir de 2009, passamos a realizar o prêmio anualmente. Ao longo das cinco edições, premiamos um total de 13 institutos da Unicamp”. A diretora destaca o Instituto de Química, que recebeu um total de 16 premiações, e a Faculdade de Engenharia de Alimentos, a segunda mais premiada, com 11 premiações. “A Unicamp é reconhecida não apenas pela sua excelência em pesquisa, mas por sua contribuição à inovação no país, sendo a universidade com maior número de pedidos de patentes e a que mais realiza licenças de tecnologias”, afirma.

Para o professor Lotufo, a concessão do depósito de patente é uma parte de um processo contínuo. “O depósito do pedido de patente é apenas o primeiro passo para concretizar a inovação. É preciso encontrar uma empresa que realize o licenciamento da tecnologia e, em seguida, fazer com que essa tecnologia realmente vire inovação e seja absorvida pelo mercado, beneficiando a sociedade como um todo”, afirma. Segundo o diretor, o papel da Inova Unicamp é justamente auxiliar na proteção de pesquisas no âmbito científico-tecnológico e buscar empresas parceiras que queiram continuar o desenvolvimento da tecnologia para disponibilizá-la à sociedade.

Em seguida, os premiados foram contemplados na cerimônia. A categoria “Destaque na Proteção à Propriedade Intelectual” reconheceu as unidades da Unicamp com maior envolvimento na proteção dos resultados das suas pesquisas. A partir desse ano, a Inova Unicamp criou uma nova premiação para esta categoria. A Faculdade de Engenharia Química foi a premiada na subcategoria “Unidade com maior número de depósitos de pedidos de patentes em 2011”. Já a Faculdade de Odontologia de Piracicaba conquistou o prêmio de “Unidade com maior taxa de crescimento de depósitos nos últimos cinco anos”.

Fernando Costa, reitor da Unicamp, entrega prêmio para professor Paulo Sérgio Graziano Magalhães, da Feagri

Além disso, outros 10 professores – Alexandre Xavier Falcão, do IC; Pablo Siqueira Meirelles, da FEM; Francisco Maugeri Filho, da FEA; Marcelo Brocchi e Gonçalo Amarante Guimarães Pereira, do IB; Pedro Luiz Rosalen e Giselle Maria Baron, da FOP; Maria da Graça Stupiello Andrietta, do CPQBa; Maria Helena de Melo Lima, representando o professor Mário José Abdalla Saad, da FCM; e José Augusto Mannis, do IA – foram homenageados na categoria intitulada “Tecnologia Licenciada”, referente ao licenciamento do resultado de suas pesquisas e esforços no ano de 2011.

Em seguida, dois professores foram premiados na categoria “Tecnologia absorvida pelo mercado”. José Augusto Mannis, do Instituto de Artes, e Paulo Sérgio Graziano Magalhães, da Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp, foram agraciados na categoria de maior destaque da cerimônia. Clique aqui para conferir a matéria publicada no Jornal da Unicamp sobre as peculiaridades dessas duas tecnologias já absorvidas pelo mercado.

Para o professor Mannis, que foi contemplado em duas categorias, o apoio da Inova Unicamp foi fundamental para que o processo de inovação se concretizasse. “A Agência de Inovação teve um papel fundamental para que a tecnologia na área musical conseguisse chegar ao mercado. Descobri potenciais na pesquisa que inicialmente não havia considerado e que pode ter impactos em diversos outros setores”, afirma. Já o professor Pablo parabenizou a Agência de Inovação e a Unicamp por proporcionarem um ambiente sinérgico e propício ao desenvolvimento da inovação. “A aproximação com o setor produtivo não teria sido possível sem o apoio da Inova Unicamp, que nos apresenta constantemente novos horizontes em prol da inovação”.

O reitor Fernando Costa encerrou a cerimônia e falou sobre a importância da inovação no âmbito acadêmico. “O Prêmio Inventores Unicamp destaca um dos aspectos em que a Unicamp é pioneira no Brasil devido à competência de seus docentes e pesquisadores: a inovação tecnológica. A Universidade possui um grande destaque nacional na produção de patentes e licenciamentos, contribuindo assim para a riqueza da sociedade brasileira e para o progresso do país”, finaliza.

Com o propósito de criar um registro online dessa iniciativa feita pela Universidade e preservar a memória do Prêmio Inventores Unicamp e de seus homenageados, a Inova Unicamp criou o site do Prêmio, que pode ser acessado em www.inova.unicamp.br/premioinventores.

Reitor Fernando Costa

Em benefício da sociedade

Pesquisas desenvolvidas na Unicamp originam tecnologias que chegam ao mercado

Fonte: Portal da Unicamp

 Adriana Arruda

 A realização e o desenvolvimento da pesquisa acadêmica são fatores essenciais para a formação de alunos capacitados e com grande potencial de se destacarem em diversas áreas de atuação na sociedade. Na Unicamp, resultados tangíveis da realização de pesquisas são a proteção da propriedade intelectual e a transferência de tecnologias em benefício direto da sociedade. Um levantamento do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) mostra que a Unicamp ocupa a segunda posição nacional na proteção de tecnologias, possuindo um portfólio de 765 patentes vigentes.

Essa movimentação da Universidade para inovar – protegendo os resultados de sua pesquisa e transferindo-os para o mercado por meio de parcerias com o setor produtivo – se torna cada vez mais frequente entre os pesquisadores da Unicamp. Dentre os casos de grande êxito, destacam-se tecnologias oriundas do Instituto de Artes (IA) e da Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri) da Unicamp.

Mais do que se tornarem protegidas – por meio do registro de patentes –, as tecnologias desses institutos se destacam por terem passado pelo processo de licenciamento e já estarem disponíveis no mercado. “A geração de novos produtos e serviços para a sociedade a partir de pesquisas da Unicamp é o principal objetivo almejado pela Agência de Inovação Inova Unicamp. Isso nos permite beneficiar mais amplamente a população, disponibilizando tecnologias que não chegariam ao mercado se não fossem protegidas e transferidas para empresas”, afirma Patricia Magalhães de Toledo, diretora de propriedade intelectual e transferência de tecnologia da Inova Unicamp. A crescente variedade de áreas que se engajam com a proteção da propriedade intelectual na Unicamp é um nítido reflexo proveniente de uma mudança cultural contínua.

Responsável pelo desenvolvimento da tecnologia “Superfícies concebidas para espalhamento e difusão acústica das ondas sonoras incidentes”, do IA, o professor José Augusto Mannis combinou seus conhecimentos sobre música e engenharia e iniciou as pesquisas na área em 1997. Ao longo dos anos, o pesquisador desenvolveu três novos tipos de difusores para salas acústicas. Ao contrário de outras já existentes, como os difusores de Schroeder, a tecnologia possui como diferencial a característica de não apresentar absorção de energia em baixas frequências. “As superfícies difusoras são as responsáveis pela reverberação das ondas sonoras, ou seja, pelo preenchimento de som nos ambientes. Os difusores disponíveis no mercado apresentam absorção de som, gerando perda de energia e de resposta em frequência. Já a tecnologia patenteada proporciona espalhamento sonoro sem absorção de energia”, explica. Segundo Mannis, a pesquisa desenvolveu as irregularidades da superfície do difusor por variações de diâmetros de tubos. Essa ideia deu origem a uma nova tecnologia inovadora na área musical.

A tecnologia, que pode ser usada em estúdios de gravação, cinemas, salas de aula, salas de reuniões, teatros e auditório, atraiu a empresa Audio Sonora, que atualmente comercializa o produto. Os difusores foram implantados em locais como Sala Villa-Lobos, LABMIS e Auditório Principal do Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. De acordo com Mannis, o verdadeiro potencial da tecnologia foi detectado após contato com a Inova. “Mais do que nos oferecer suporte administrativo, a Inova possui especialistas com base e estratégia de comunicação para gerar mais aprofundamentos em nossas pesquisas”, afirma. O professor acredita que a interação universidade-empresa é fundamental para o desenvolvimento socioeconômico do país. “É preciso manter uma vitrine permanente da inovação tecnológica e compartilhar a produção intelectual da universidade com a população”.

Outro caso prático de tecnologia oriunda da Unicamp absorvida pelo mercado é o do professor Paulo Sérgio Graziano Magalhães, da Feagri. Com sua equipe, o professor desenvolveu a tecnologia “Sistema e processo de monitoramento de peso em esteiras de transporte de produtos com taliscas”, que consiste em um monitor de produtividade para  a cana-de-açúcar utilizando o conceito de agricultura de precisão. “Esse conceito começou a ser desenvolvido nos anos 90 e a ideia é obter informações específicas para elaborar mapas de produtividade, tendo como base o gerenciamento para agricultura da área de cultivo”, afirma.

Graziano explica que a tecnologia objetiva reduzir o uso de insumos e aumentar a produtividade, melhorando a lucratividade em canaviais. “Realizamos os primeiros testes e protótipos em 1998. Em 2005, a tecnologia foi licenciada para a empresa Enalta, que se uniu com a Agricef para investir no desenvolvimento direto do produto”, ressalta o pesquisador.

O docente relata que a tecnologia demorou alguns anos para ser absorvida pelo mercado, exigindo das empresas o aprimoramento do produto para torná-lo mais robusto e comercial. “Foram desenvolvidos o monitor e o software para análise quando a balança é instalada na esteira da colhedora. Atualmente, a Enalta comercializa o kit, que possui o preço acessível de 35 mil reais, considerando que a colhedora de cana custa cerca de 800 mil reais”, explica. Além de comercializar o produto no Brasil, a Enalta atualmente exporta o monitor para a Colômbia.

Para o pesquisador, as perspectivas são promissoras. “O Estado de São Paulo é responsável por 60% da safra nacional de cana-de-açúcar e o setor está interessado nesse tipo de desenvolvimento”. Graziano afirma que o contato com a Agência de Inovação foi essencial no desenvolvimento do processo de comercialização da tecnologia. “A Inova nos auxiliou ativamente na pesquisa das bases de patentes, redação, registro e intermediação no contato com a Enalta. Os recursos conquistados para o investimento na tecnologia foram concedidos com o suporte da Agência, bem como o licenciamento, que hoje traz um retorno direto para a Universidade em forma de royalties”, ressalta.

Agência premia treze inventores

Com o intuito de homenagear docentes e pesquisadores que se destacaram no âmbito da transferência de tecnologia em 2011, a Agência de Inovação Inova Unicamp promove a quinta edição do Prêmio Inventores Unicamp. A cerimônia acontece no dia 30 de outubro, no Auditório do Consu (Conselho Universitário), e homenageia 13 pesquisadores provenientes de diversos institutos da Unicamp. Os docentes José Augusto Mannis e Paulo Graziano receberão os troféus de destaque da cerimônia, sendo homenageados na categoria “Tecnologia Absorvida pelo Mercado” que, segundo Roberto Lotufo, diretor executivo da Inova Unicamp, é a categoria de maior destaque. “O processo de transferência se inicia com a proteção da tecnologia via patente ou programa de computador. Em seguida, passa pelo licenciamento para uma empresa, mas só se torna realmente um caso de sucesso quando o produto é desenvolvido e lançado no mercado e se torna acessível à sociedade, como no caso dos professores Mannis e Paulo”, afirma.

Outra categoria do Prêmio Inventores Unicamp é a “Destaque na Proteção à Propriedade Intelectual”, que visa reconhecer as unidades da Unicamp com maior envolvimento na proteção dos resultados das suas pesquisas. A partir desse ano, a Inova Unicamp criou uma nova premiação para esta categoria. “Além de premiarmos a unidade com maior número de depósitos de pedidos em 2011, premiaremos também a unidade com maior taxa de crescimento de depósitos de pedidos de patentes nos últimos cinco anos anteriores. O objetivo é conceder reconhecimento para as unidades que se destacaram no âmbito da propriedade intelectual e estimulá-las a continuar esse processo”, destaca Patricia. Neste ano, a Faculdade de Engenharia Química (FEQ) receberá o prêmio em “Unidade com maior número de depósitos de pedidos de patentes em 2011”.

Já a Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) será homenageada por ser a unidade com maior taxa de crescimento de depósitos nos últimos cinco anos. “O envolvimento da FOP em inovação tecnológica tem se intensificado nos últimos anos, acompanhando as mudanças que ocorrem na odontologia. Novos materiais surgem constantemente, rompendo limites e estabelecendo novas possibilidades de tratamentos”, explica o professor Jacks Jorge Junior, diretor da FOP. A inovação tecnológica e a proteção da propriedade intelectual são comumente realizadas em áreas como Farmacologia, Bioquímica, Dentística e Materiais Dentários.

Para o diretor da FOP, a cultura da propriedade intelectual é recente no instituto e vem se disseminando gradativamente. “Cada vez mais os docentes passam a valorizar a interação com os sistemas de registro e a possibilidade de colocação do produto no mercado”. Jacks afirma que órgãos como a Inova Unicamp são fundamentais na Universidade para auxiliar no processo de educação e fomento de mudanças entre os pesquisadores. “O crescimento sustentável de qualquer país depende da solidez da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico e científico desenvolvido localmente”, opina.

Outros 10 professores – Alexandre Xavier Falcão, do IC; Pablo Siqueira Meirelles, da FEM; Francisco Maugeri Filho, da FEA; Marcelo Brocchi e Gonçalo Amarante Guimarães Pereira, do IB; Pedro Luiz Rosalen e Giselle Maria Baron, da FOP; Maria da Graça Stupiello Andrietta, do CPQBa; Mário José Abdalla Saad, da FCM; e José Augusto Mannis, do IA – serão homenageados na terceira e última categoria, intitulada “Tecnologia Licenciada”. O prêmio é referente ao licenciamento do resultado de suas pesquisas e esforços no ano de 2011.

Com o propósito de criar um registro online dessa iniciativa e preservar a memória do Prêmio Inventores Unicamp e dos homenageados, a Inova possui um site específico do evento, que pode ser acessado em http://www.inova.unicamp.br/premioinventores/.

Prêmio Inventores homenageia docentes e pesquisadores da Universidade

Prêmio Inventores Unicamp

Fonte: Portal da Unicamp

No dia 30 de outubro, docentes e pesquisadores da Unicamp serão homenageados e premiados através do tradicional Prêmio Inventores Unicamp, cerimônia realizada pela Reitoria da Universidade e pela Agência de Inovação Inova Unicamp. O Prêmio está em sua quinta edição e tem por objetivo reconhecer docentes e pesquisadores da Unicamp com tecnologias transferidas para a sociedade por meio de licenciamentos para empresas e outras instituições no ano imediatamente anterior ao ano do evento.

Neste ano, o evento deverá homenagear 13 professores e pesquisadores de diversos institutos. Uma das categorias contempladas é a “Tecnologia Absorvida pelo Mercado”, que homenageia inventores da Unicamp responsáveis por tecnologias – patentes ou programas de computador – licenciadas para uma empresa ou outra instituição pública ou privada e que já foram lançadas no mercado, iniciando a comercialização em 2011. De acordo com Roberto Lotufo, diretor executivo da Agência, o mérito especial é atribuído aos professores que completam o processo de transferência da tecnologia desenvolvida em suas atividades de pesquisa acadêmica. “O processo de transferência se inicia com a proteção da tecnologia via patente ou programa de computador, passa pelo licenciamento para uma empresa, mas só se torna verdadeiramente um caso de sucesso quando o produto é desenvolvido e lançado no mercado e se torna acessível à sociedade”, afirma.

Outra categoria da cerimônia é a “Tecnologia Licenciada”, que premia inventores da Unicamp responsáveis por tecnologias licenciadas para uma empresa ou outra instituição pública ou privada que investirá para que a tecnologia seja desenvolvida para ser disponibilizada à sociedade. A premiação envolve os docentes responsáveis pelos licenciamentos realizados no ano imediatamente anterior ao ano do evento.

A terceira e última categoria do Prêmio Inventores é a “Destaque na Proteção à Propriedade Intelectual”, que visa reconhecer as unidades da Unicamp com maior envolvimento na proteção dos resultados das suas pesquisas. De acordo com a diretora de propriedade intelectual e transferência de tecnologia da Inova Unicamp, Patricia Magalhães de Toledo, essa categoria se dividiu em duas sub-categorias. “A partir desse ano, premiaremos a unidade com maior número de depósitos de pedidos de patentes no ano imediatamente anterior ao ano da cerimônia, além da unidade com maior taxa de crescimento de depósitos de pedidos de patentes nos últimos cinco anos anteriores. O objetivo é conceder reconhecimento para as unidades que se destacaram no âmbito da propriedade intelectual e estimulá-las a continuar esse processo”, destaca.

O Prêmio Inventores Unicamp será realizado na sala de reuniões do Consu. Para mais informações, acesse o site www.inova.unicamp.br/premioinventores.

Tecnologias para a sociedade

Fonte: Jornal da Unicamp

Formar alunos que venham a atuar com destaque em diversas áreas da sociedade faz parte da missão da Universidade. Todavia, além dos milhares de graduados procedentes da Unicamp a cada ano, outro resultado tangível da influência do trabalho na academia é a utilização de tecnologias originadas da pesquisa universitária em benefício da sociedade.

Entre os casos de grande êxito da Unicamp está uma tecnologia conhecida como Low Trans, utilizada hoje pela Cargill na substituição da gordura trans em biscoitos e outros produtos. A Low Trans é resultado da pesquisa da professora Lireny Aparecida Guaraldo Gonçalves e do pesquisador Renato Grimaldi, ambos da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA). Desenvolvida em parceria com a empresa, por meio de um projeto colaborativo realizado na Universidade, a tecnologia foi licenciada com exclusividade e representa uma resposta rápida para uma demanda: a substituição da gordura trans sem perda de qualidade do produto ou alteração integral do processo de produção.

“Nosso desafio foi deixar os alimentos livres de gorduras trans e de saturados e, ao mesmo tempo, manter toda a infraestrutura da empresa”, explica Lireny. De acordo com a docente, a equipe utilizou matérias-primas adequadas e alterou a cristalização dos biscoitos. “A indústria não fez um investimento alto para modificar a linha e conseguimos implementar a Low Trans de maneira ideal, sem muitas alterações”, afirma a professora.

Se, para a empresa, a aplicação trouxe resultados imediatos, com poucas adaptações na produção – a Cargill já internacionalizou a tecnologia para o Chile e Argentina –, para o consumidor final, os benefícios são claros: um produto mais saudável, que não possui gordura trans ou saturados, elementos prejudiciais à saúde. “Para nós, é uma satisfação trabalhar com a nutrição humana e representar a saúde do dia a dia”, expressa Lireny.

Outra tecnologia de impacto importante, neste caso ambiental, é a desenvolvida pelo professor Oswaldo Luiz Alves, do Instituto de Química (IQ). A tecnologia é voltada para a remediação de fluidos de indústrias papeleiras e têxteis. De acordo com Alves, normalmente, essas indústrias utilizam grande quantidade de corantes e há a necessidade de eliminar a coloração desses efluentes antes de lançá-los ao rio. “A tecnologia desenvolvida permite essa descoloração e não causa alterações significativas nas propriedades de sorção”, afirma.

Resposta para um problema ambiental, a pesquisa é, de acordo com o professor, fruto da parceria de trabalho com o aluno Odair Pastor Ferreira, hoje coordenador de pesquisa na Contech, empresa que licenciou a tecnologia e a comercializa desde o começo do ano. Para o professor, a Agência de Inovação Inova Unicamp teve papel fundamental no processo que levou a tecnologia da Universidade para o mercado: “Trata-se de um percurso clássico: tese, patente, licenciamento e absorção pelo mercado. A Inova foi muito importante em todo o processo de depósito da patente e negociação com a empresa. Além disso, a regulamentação que temos dentro da Universidade permite que tenhamos um envolvimento profícuo com o setor produtivo”, acrescenta.

A utilização de outra tecnologia desenvolvida na Unicamp – e disponível no mercado – pode ser de grande valor na saúde neonatal. O Kit Surdez, comercializado para a empresa DLE (Diagnósticos Laboratoriais Especializados Ltda), é resultado do trabalho da professora Edi Lúcia Sartorato, do Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética (CBMEG). A docente recebeu o Prêmio Governador do Estado no ano de 2001 em razão desta pesquisa.

Segundo a professora Edi, o diferencial de sua tecnologia frente ao teste do pezinho convencional é que, enquanto o exame convencional abrange apenas quatro doenças – fenilcetonúria, hipotiroidismo congênito, fibrosa cística e anemia falciforme –, o kit detecta uma mutação que, em dose dupla, é a principal causa da surdez genética. De acordo com o coordenador do departamento de relacionamento e marketing da DLE, Paulo Abrantes, esse procedimento pode ser extremamente benéfico para o recém-nascido. “O diagnóstico da surdez antes dos três meses de idade possibilita o tratamento especializado, minimizando as consequências sobre a comunicação verbal e o aprendizado da criança”.

A professora Edi explica que, em razão da importância deste teste, existe um projeto de lei para torná-lo obrigatório nas maternidades. “Mas está ainda distante da realidade”, pondera. Para Abrantes, o trabalho conjunto entre comunidade acadêmica e mercado é de grande relevância para o desenvolvimento detecnologias que permitam a utilização pela sociedade, propiciando melhor qualidade de vida e bem-estar. “A surdez é o deficit sensorial mais comum nos seres humanos. Por isso, devemos continuar no trabalho de divulgação e conscientização da importância do teste de surdez genética”, afirma Abrantes.

Ainda na área da saúde, outra tecnologia da Unicamp absorvida pelo mercado foi desenvolvida pelo professor Benedicto de Campos Vidal, do Instituto de Biologia (IB). Licenciada para a empresa Silvestre Labs Química e Farmacêutica Ltda, que a comercializa na área odontológica, a tecnologia apresenta soluções de continuidade, como falta de material ósseo, decorrente de uma patologia ou de uma intervenção cirúrgica, e pode ser utilizada com aplicações na odontologia e medicina, diminuindo o tempo cirúrgico e facilitando os procedimentos operatórios.

De acordo com o diretor presidente da empresa, Eduardo Cruz, o produto para enxertia óssea foi lançadono mercado após a realização das etapas de ordem técnica/regulatória e a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “A empresa utilizou a tecnologia como base para desencadear diversas etapas que culminaram com a produção de um enxerto ósseo, vendido hoje aos dentistas”, afirmou. Eduardo ressalta a importância da parceria entre comunidade acadêmica e empresa: “Agências de inovação como a Inova possuem papel fundamental, pois servem de ponte para que a comunicação e o relacionamento entre ambas as partes tenham qualidade e eficiência”.

Inventores são premiados

Com o intuito de homenagear docentes e pesquisadores da Unicamp com tecnologias transferidas para a sociedade por meio de licenciamentos para empresas e outras instituições, a Reitoria da Universidade e a Agência de Inovação Inova Unicamp realizaram a quarta edição do Prêmio Inventores Unicamp no último dia 30 de setembro, no auditório do Conselho Universitário (Consu). Ao todo, doze professores e uma unidade – o IB – foram premiados em três categorias: Tecnologia Absorvida pelo Mercado, Tecnologia Licenciada, e Destaque na Proteção à Propriedade Intelectual, destinada ao instituto com o maior número de pedidos de patentes realizados no ano.

Cinco pesquisadores – Renato Grimaldi e os professores Lireny Aparecida Guaraldo Gonçalves, Oswaldo Alves, Edi Sartorato e Benedicto de Campos Vidal – inventores das quatro tecnologias já comercializadas, receberam o prêmio de maior destaque na premiação – de Tecnologia Absorvida pelo Mercado. Estes professores merecem mérito especial, pois, de acordo com o professor Roberto Lotufo, diretor-executivo da Inova, a procura de parceiros para o desenvolvimento complementar das patentes da Universidade e a celebração do contrato de licença de exploração são apenas o início do processo para que a tecnologia se transforme em inovação. “A tecnologia se torna um caso de sucesso quando o produto é absorvido pelo mercado e chega à população e ao cidadão”, afirma.

Outros seis professores – Adilma Regina Pippa Scamparini, Daniel Barrera Arellano e Fernando Antonio Campos Gomide, da FEA; Alexandre Xavier Falcão, do IC; Leonardo de Souza Mendes, do FEEC; e Marcelo Ganzarolli de Oliveira, do IQ, além de Vidal, Lireny e Grimaldi, foram homenageados na categoria Tecnologia Licenciada, pelo licenciamento do resultado de suas pesquisas no ano de 2010.

De acordo com a diretora de propriedade intelectual e transferência de tecnologias da Inova Unicamp, Patricia Magalhães de Toledo, os resultados das pesquisas acadêmicas podem ter um impacto positivo e abrangente na sociedade: “Diversos produtos que beneficiam milhares de pessoas são resultados de tecnologias originadas na pesquisa acadêmica, que foram licenciadas para empresas e lançadas no mercado”, afirmou a diretora.

Já o reitor da Unicamp, professor Fernando Costa, finalizou a cerimônia comentando sobre o próximo desafio da Unicamp relacionado ao trabalho de pesquisa e inovação: “O que produz grandes inovações é a realização de um trabalho conjunto, geograficamente próximo, entre pesquisadores de diversas áreas. Uma universidade como a Unicamp possui potencial para contribuir com o progresso da sociedade, especialmente quando se trabalha em áreas conjuntas”, completou.

O Prêmio Inventores Unicamp é realizado anualmente e a Agência disponibilizou um blog com a memória do evento em: www.inova.unicamp.br/premioinventores.

Quarta edição do Prêmio Inventores Unicamp homenageia 12 professores

Fonte: Portal Unicamp

A quarta edição do Prêmio Inventores Unicamp foi realizada na manhã desta sexta-feira (30), na sala do Conselho Universitário (Consu). O evento reuniu docentes, pesquisadores e funcionários da Unicamp para homenagear 12 professores inventores da Universidade. A cerimônia é realizada anualmente e seu objetivo é reconhecer docentes e pesquisadores da Unicamp com tecnologias transferidas para a sociedade por meio de licenciamentos para empresas e outras instituições.  O Prêmio é uma iniciativa da Reitoria e da Agência de Inovação Inova Unicamp.

Na abertura do evento, a diretora de propriedade intelectual e transferência de tecnologias da Inova Unicamp, Patricia Magalhães de Toledo, reafirmou a importância da cerimônia: “O Prêmio Inventores Unicamp é um símbolo de reconhecimento aos professores da nossa comunidade que estão envolvidos em atividades de inovação”. Para ela, os resultados das pesquisas acadêmicas podem ter impacto positivo abrangente na sociedade: “Diversos produtos que beneficiam milhares de pessoas são resultados de tecnologias originadas na pesquisa acadêmica, que foram licenciadas para empresas e lançadas no mercado”, afirmou a diretora.

De acordo com o último ranking divulgado pelo INPI, que se refere a dados dos anos de 2004 a 2008, a Unicamp é a segunda instituição do país com maior número de depósito de patentes, além de ser a universidade brasileira com maior número de licenciamentos de tecnologia. “Essas conquistas só foram possíveis devido ao trabalho e competência dos nossos pesquisadores e premiados de hoje”, completou Patricia.

Em 2011, o Prêmio Inventores Unicamp englobou três categorias. O prêmio de “Tecnologia Absorvida pelo Mercado” foi concedido aos professores responsáveis por tecnologias licenciadas que já estejam sendo comercializadas. Neste ano, receberam homenagens para essa categoria a professora Edi Lúcia Sartorato, por sua tecnologia Kit Surdez, comercializada pela empresa DLE – Diagnósticos Laboratoriais Especializados Ltda; o professor Oswaldo Luiz Alves, por tecnologia que tem por finalidade remediar fluídos de indústrias papeleiras e têxteis, comercializada pela empresa Contech Produtos Biodegradáveis Ltda; o professor Benedicto de Campos Vidal, por tecnologia odontológica comercializada pela empresa Silvestre Labs Química e Farmacêutica Ltda; e a professora Lireny Aparecida Guaraldo Gonçalves e o doutor Renato Grimaldi, pela tecnologia Low Trans, comercializada pela empresa Cargill Agrícola S.A.

De acordo com o professor Roberto Lotufo, diretor executivo da Inova Unicamp, essa categoria merece homenagem especial. Para ele, a procura de parceiros para o desenvolvimento complementar das patentes da universidade e a celebração do contrato de licença de exploração são apenas o início do processo para que a tecnologia se transforme em inovação. “A tecnologia se torna um caso de sucesso quando o produto é absorvido pelo mercado e chega à população e ao cidadão”, afirmou.

Já a categoria “Destaque na proteção à propriedade intelectual” premiou a unidade da Unicamp com maior número de depósito de patentes no ano de 2010. A homenagem foi feita para o Instituto de Biologia (IB), que foi responsável por 10 dos 51 pedidos de patentes realizados pela Unicamp em 2010. O prêmio foi recebido pela professora Shirlei Maria Recco Pimentel, diretora do IB, que agradeceu a Inova Unicamp pelo reconhecimento: “A Agência e toda sua equipe competente também são responsáveis pelo crescimento do Instituto. Esse apoio tem sido importante para solucionarmos questões relacionadas aos licenciamentos e garantirmos o registro de nossas patentes”, afirmou.

A terceira categoria, “Tecnologia Licenciada”, foi voltada para professores que desenvolveram uma tecnologia licenciada para uma empresa ou instituição em 2010. Na quarta edição do evento, essa categoria premiou sete pesquisadores e docentes de quatro unidades da Unicamp.

O reitor da Unicamp, professor Fernando Costa, finalizou a cerimônia comentando sobre a importância de se ter professores competentes na Universidade: “Graças ao recrutamento da equipe do professor Zeferino Vaz, a Unicamp possui docentes focados em produzir conhecimento, pesquisa e, principalmente, em se relacionar com a sociedade em diversos aspectos, incluindo a indústria e o setor produtivo”.

Fernando Costa ainda falou sobre o próximo desafio da Unicamp relacionado ao trabalho de pesquisa e inovação: “O que produz grandes inovações é a realização de um trabalho conjunto, geograficamente próximo, entre pesquisadores de diversas áreas. Uma universidade como a Unicamp possui potencial para contribuir com o progresso da sociedade, especialmente quando se trabalha em áreas conjuntas”, completou.

A primeira edição do Prêmio Inventores Unicamp foi realizada em outubro de 2004 e é considerada um embrião do evento, que passou a ser anual a partir de 2009, em sua segunda edição.

Unicamp homenageia e premia inventores por suas pesquisas

A quarta edição do Prêmio Inventores Unicamp acontece no próximo dia 30 de setembro, às 10 horas, no auditório do Conselho Universitário (Consu), e tem por objetivo homenagear professores inventores da Unicamp, reconhecendo os méritos em atividades de pesquisa que geraram algum tipo de propriedade intelectual (PI) para a Universidade.  A primeira edição do evento foi realizada no ano de 2004 e, a partir de 2009, passou a ser anual. O Prêmio é uma iniciativa da Reitoria e possui apoio da Agência de Inovação Inova Unicamp.

Neste ano, o Prêmio Inventores Unicamp reunirá docentes, pesquisadores e funcionários da Unicamp, que irão homenagear 12 professores inventores da Universidade do último ano. Em 2011, o prêmio englobará três categorias: a “Tecnologia Licenciada”, premiação voltada para nove professores/inventores que desenvolveram uma tecnologia licenciada por uma empresa em 2010; a categoria “Destaque na proteção à propriedade intelectual”, que irá premiar a Unidade da Unicamp com maior número de depósito de patentes no ano de 2010; e a terceira categoria, “Tecnologia Absorvida pelo Mercado”, feita para cinco professores/inventores que desenvolveram uma tecnologia licenciada a alguma empresa e que foi comercializada pela mesma através da geração de produtos e processos inovadores para o mercado.

Ao longo do evento, os homenageados receberão brindes e troféus. Essa iniciativa reconhece o esforço empreendido por pesquisadores da Unicamp e também objetiva motivar e estimular a inovação entre a comunidade acadêmica, reafirmando o compromisso de auxiliar no desenvolvimento do País.

Para o diretor executivo da Inova Unicamp, Roberto Lotufo, esse tipo de premiação evidencia a excelência da pesquisa que é produzida na Universidade. A homenagem realizada para os docentes envolvidos em atividades de pesquisas é essencial para incentivar novos estudos em licenciamentos. “Esse tipo de reconhecimento é importante, já que a cooperação entre a universidade e a indústria favorece o desenvolvimento econômico e social do país”, afirma.

Blog Prêmio Inventores Unicamp

O blog Prêmio Inventores Unicamp reúne informações, matérias, galerias de imagens e vídeos e depoimentos sobre as edições do evento Prêmio Inventores Unicamp, que acontece anualmente no auditório do Conselho Universitário (Consu) da Universidade. O intuito do site é criar um registro online dessa iniciativa criada pela Universidade e, dessa maneira, preservar a memória do Prêmio Inventores Unicamp e de seus homenageados.

Neste ano, a Reitoria da Unicamp, com apoio da Agência de Inovação Inova Unicamp, realiza a quarta edição do prêmio, que já aconteceu em 2004, 2009 e 2010. O evento tem por objetivo reconhecer o esforço realizado por pesquisadores e professores da Universidade para contribuir com o desenvolvimento social e econômico do País por meio de depósito de patentes e transferência de tecnologias.

Em 2011, o Prêmio Inventores Unicamp homenageia 12 docentes e pesquisadores da Universidade em três categorias: “Tecnologia Licenciada”, “Tecnologia Absorvida pelo Mercado” e “Destaque na Proteção à Propriedade Intelectual”. A quarta edição do evento é realizada no próximo dia 30 de setembro, a partir das 10 horas.