Unicamp reconhece 137 inventores por suas atividades de pesquisa e inovação

Por Juliana Ewers

Em cerimônia realizada ontem no auditório da FCM (Faculdade de Ciências Médicas), a Agência de Inovação Inova Unicamp premiou 137 pesquisadores da universidade pelas iniciativas de proteção e transferência de tecnologia.

O Prêmio Inventores é dividido em quatro categorias: Unidade de destaque na Proteção à Propriedade Intelectual, Tecnologia Absorvida pelo Mercado, Patentes Concedidas e Tecnologias Licenciadas.

A Faculdade de Ciências Farmacêuticas foi a unidade que mais depositou patentes per capita ao longo de 2016. Foram sete patentes registradas para um grupo de 16 docentes e pesquisadores vinculados à unidade.

O vencedor da categoria Tecnologia Absorvida pelo Mercado foi o professor Ricardo Dahab, do Instituto de Computação, com a patente “Métodos seguros de identificação de dispositivos baseados no problema do escoamento de dados”.

Na categoria Patentes Concedidas, 87 inventores foram agraciados com o prêmio, pelo desenvolvimento de 30 novas tecnologias. E em relação às Tecnologias Licenciadas, foram 53 premiados por transferência de propriedade intelectual.

“A Unicamp é referência no país por suas atividades de inovação. É uma satisfação muito grande poder reconhecer e valorizar isso. Essa é uma atividade de suma importância que devemos continuar fazendo, fazendo bem e focando no impacto disso para a região, o Estado de São Paulo e também o Brasil”, afirmou o reitor da Universidade Estadual de Campinas, professor Marcelo Knobel.

Para o professor Milton Mori, diretor-executivo da Inova Unicamp, o Prêmio Inventores é uma ação de relevância para a promoção das atividades de inovação da universidade. “Ao falarmos de transferência de tecnologia, estamos a tratar de inovação e também de empreendedorismo. Isso demonstra que as atividades da universidade vão muito além de ensino, pesquisa e extensão. É a universidade atuando de forma a gerar riquezas e renda, além de melhorar a qualidade de vida das pessoas”, analisa Mori.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Social e Turismo de Campinas, André Von Zuben, representando o prefeito da cidade, Jonas Donizette, participou do evento e elogiou o papel relevante que a universidade, através de sua agência de inovação, tem desempenhado no ecossistema de inovação e empreendedorismo, como um verdadeiro agente aglutinador e propulsor de iniciativas bem-sucedidas. “Esse é o significado de agregar valor à sociedade. E, nesse sentido, a Unicamp é um exemplo para o nosso país”.

Entre os premiados, o professor José Wilson Magalhães Bassani, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação, se destacou pelo reconhecimento triplo. Ele foi premiado na categoria Patente Concedida, com a tecnologia “Detector Analógico de Borda de Imagem em Vídeo”. E, por duas vezes, na categoria Tecnologia Licenciada, com a transferência das seguintes tecnologias: “Gets” e “Conector Uretral”.

Na visão do professor Bassani, a existência de linhas de pesquisa sólidas na universidade é a chave para a inovação. “É um trabalho contínuo. As equipes de pesquisa dentro da universidade precisam se manter ativas, alinhadas ao mercado e muito atentas às oportunidades que encontram. Assim, surgem pesquisas consistentes, capazes de se transformarem em produtos e impactar o mercado”, avalia.

Também estiveram presentes no evento representantes de importantes parceiros da Inova Unicamp na promoção da inovação. São eles: Mauro Catharino Vieira da Luz, coordenador de Difusão Regional e Relações Institucionais do INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial); Patrícia Tedeschi, gerente de Área Científica e Pesquisa para Inovação da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo); e Rafael Leite Pinto Andrade, chefe do Serviço de Suporte à Propriedade Intelectual do CNPq

O representante do INPI, Mauro Catharino Vieira da Luz, destacou que estar presente em um evento como o Prêmio Inventores é poder constatar que além da produção de ciência e tecnologia, as patentes estão promovendo o desenvolvimento ao chegarem efetivamente ao mercado. “O INPI é absolutamente favorável a esse tipo de iniciativa. É a base científica se transformando em produtos, processos e serviços. E a patente é o que assegura o direito a esse pesquisador sobre sua tecnologia”, diz.

Fapesp destaca ações para promoção da inovação em conjunto

Sempre alinhada e próxima às atividades da Universidade Estadual de Campinas no que tange pesquisa, desenvolvimento e inovação, a Fapesp colabora com financiamento à proteção da propriedade intelectual, a capacitação de equipe e a divulgação das patentes resultantes de pesquisas apoiadas pela fundação. Segundo Patrícia Tedeschi, gerente de Área Científica e Pesquisa para Inovação da Fapesp, o trabalho da Agência de Inovação Inova Unicamp deve ser ressaltado pelo nível de excelência e por ser uma referência nacional. “É importante que os pesquisadores que contaram com o apoio da Fapesp em suas pesquisas informem a agência de inovação, pois a partir desse conhecimento é possível ter acesso a outras linhas de financiamento disponíveis”, afirma.

Outro ponto de atenção ressaltado pela representante da Fapesp como importante para os pesquisadores é o banco de patentes disponível na Biblioteca Virtual da Fapesp. “Os pesquisadores que tem patente resultante de pesquisa Fapesp devem acessar o banco e verificar se sua tecnologia está lá. Assim, garantimos uma maior exposição dessa tecnologia e ampliamos a chance de licenciamento”, sugere Patrícia.

CNPq lançará Comitê de Relacionamento Institucional este mês

Durante o Prêmio Inventores, Rafael Leite Pinto Andrade, chefe do Serviço de Suporte à Propriedade Intelectual do CNPq, revelou à reportagem que deve ser lançado em meados desse mês um chamamento às empresas que desejam estabelecer projetos com o CNPq. “Seremos como um intermediador entre as empresas que precisam investir em P&D e os projetos que são submetidos a nós”, explicou.

Segundo Andrade, o CNPq irá oferecer o portfólio de projetos do órgão para que as empresas possam identificar oportunidades. “Essa é uma necessidade real. Temos casos em que o CNPq recebe 1.000 submissões de projeto. A partir da análise, verificamos que 800 tem mérito, porém só temos verba para destinar a 200 deles”, revelou. A ideia é encontrar empresas que queiram fazer aportes nesses projetos que teriam aprovação do órgão.

O lançamento do programa se dará no contexto do MEI (Movimento Empresarial para a Inovação).

O Prêmio Inventores

O Prêmio Inventores é realizado pela universidade desde 2004. Nesses 13 anos, foram 506 prêmios distribuídos a pesquisadores ligados à Unicamp. A edição de 2017 foi patrocinada pela Clarke Modet&Co, CCLPI Propriedade Intelectual, e Marinello Advogados.

Este post foi postado em Noticias. Copie link.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *