Prêmio Inova premia 3 pesquisas com grande potencial de beneficiar a sociedade

  • 20 - dezembro - 2017

Os vencedores foram reconhecidos por seus trabalhos nas áreas de exatas, biológicas e tecnológicas

Texto: Carolina Octaviano

Foto: Vanessa Fujihira

Um sistema voltado para classificação de faixa etária pela face, uma tecnologia que permite baratear a confecção de próteses de mão e uma nanopartícula para aplicação em vacinas contra o vírus da gripe. O que essas tecnologias têm em comum? Além do fato de trazerem inúmeros benefícios para a sociedade, os responsáveis pelas pesquisas foram premiados no Prêmio Inova Unicamp de Iniciação à Inovação 2017 e homenageados em evento realizado no dia 6 de dezembro, no auditório da Faculdade de Ciências Médicas (FCM).

Na ocasião, a Professora Teresa Dib Zambon Atvars, coordenadora-geral da Unicamp, classificou o momento das premiações como uma manhã muito feliz. “O dia de hoje é emblemático para a universidade, pois é o momento de agradecermos ao conjunto de pessoas que fazem a universidade acontecer e ter destaque por sua grande qualidade no ensino e na pesquisa. Por isso, temos muito a comemorar”, frisa.

O Professor Newton Frateschi ressaltou ainda a relevância da participação no desenvolvimento de pesquisas inovadoras para a formação profissional dos alunos. “É uma cerimônia de grande importância pois valoriza o esforço na pesquisa e na formação de profissionais que, com certeza, farão a diferença no mercado e na sociedade. Os trabalhos que avaliamos estavam brilhantes. Isso nos dá muito orgulho”, completa. Frateschi aproveitou a ocasião para convidar os alunos a conhecerem as instalações da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp (Incamp), com o intuito de pensarem em novos negócios a partir das pesquisas realizadas.

Neste ano, concorreram ao Prêmio Inova Unicamp 77 projetos. Destes, 26 foram pré-selecionados pela comissão interna e para serem avaliados por uma comissão de especialistas externos. A avaliação dos trabalhos ocorreu durante o último Congresso de Iniciação Científica da Unicamp, realizado entre os dias 18 e 20 de outubro. Além dos certificados, os vencedores receberão, respectivamente, o valor de R$1.500, como a forma de estimular a continuidade de novos estudos e projetos inovadores.

A entrega dos certificados aos premiados aconteceu durante cerimônia de premiação dos Prêmios Institucionais da Unicamp, do qual fazem parte o Prêmio de Reconhecimento Acadêmico “Zeferino Vaz”, Reconhecimento Docente pela dedicação ao ensino de graduação, Mérito Científico do 25º Congresso de Iniciação Científica da Unicamp, além, claro, das homenagens a pesquisadores de destaque e também aos responsáveis pelos melhores projetos do PIBIC no âmbito do Ensino Médio.

Conheça os projetos vencedores

Nanopartícula para aplicação em vacinas contra a gripe

Vencedora na categoria Biológicas, a tecnologia permite, por meio da junção da vesícula de membrana externa de Neisseria Meningiditidis com o vírus Influenza A, obter uma nanopartícula para ser aplicar em vacinas contra a gripe. Os resultados comprovam que a vacina baseada na nanopartícula com o vírus Influenza A possui ação eficaz contra a gripe, diminuindo a infecção causada pela patógeno.

O trabalho foi desenvolvido pela aluna Paula Martins e pelo Professor Marcelo Lancellotti, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas.

Estimativa de faixa etária a partir da face, para utilização em dispositivos móveis

Um sistema que permite a classificação etária a partir da análise da face foi o vencedor na categoria Exatas. A expectativa é que a tecnologia seja aplicada para aumentar a segurança dos usuários de tablets e smartphones. O sistema, baseado em aprendizado profundo de máquina, foi desenvolvido em parceria com a empresa Motorola e deverá chegar ao mercado em breve.

O trabalho foi desenvolvido pelo aluno Gabriel Bertocco e pelo Professor Anderson Rocha, do Instituto de Computação.

Sistema inteligente para próteses de mão

Buscando possibilitar a confecção de próteses de mão de baixo custo, com a utilização de impressoras 3D, a tecnologia promete facilitar a interação entre pessoas que sofreram amputação e próteses de mão. Em comparação com outras interfaces, o sistema tem complexidade reduzida e permite selecionar o movimento desejado pelo usuário, proporcionando uma interação bem próxima à realidade.

O trabalho foi desenvolvido pela aluna Akari Ishikawa, sob orientação do Professor Eric Rohmer, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Unicamp.